Resenha | O mundo é dominado por extremistas religiosos na distopia brasileira “E se as cartas falassem?”

A introdução de E se as cartas falassem?, escrito por Mayron Damasceno e Johnatan Gomes, dá a falsa impressão de que o livro vai contar uma história distante da nossa realidade. Afinal, ficamos sabendo que uma sociedade secreta tomou o poder em praticamente todos os países do mundo — inclusive no Brasil —, depois de se infiltrar no Vaticano e executar um bem sucedido ataque à ONU.

Esse início, a meu ver, é o ponto mais questionável do livro, por ser exagerado e conspiratório demais. Porém, mais importante é o que acontece após o surgimento dessa liderança, batizada como Nova Ordem: percebemos o quanto E se as cartas falassem? trata de temas que são preocupantes, em diferentes escalas, já nos nossos dias atuais.

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Resenha | Tokyo Ghost, de Rick Remender, Sean Murphy e Matt Hollingsworth

Tokyo Ghost pega várias questões da atualidade, transporta-as para 2089 e as eleva à enésima potência. A graphic novel aborda, sempre com muita acidez, assuntos como a destruição da natureza, a ganância das grandes corporações e, principalmente, o vício em tecnologia. Na história, a maior parte da população mundial espanta o tédio e a falta de perspectivas usando drogas tecnológicas, que enchem a cabeça das pessoas com feeds, vídeos e anúncios repletos de bizarrices.

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Resenha | A ilusão do tempo, de Andri Snær Magnason

Oi, pessoal, aqui é a Carla! Tudo bem com vocês? Fazia um tempinho que eu não aparecia por aqui, né? Há alguns dias, lá fui eu para as estantes de livros em busca de uma nova leitura. Entre tantas possibilidades, o Lucas me indicou A ilusão do tempo, do escritor islandês Andri Snær Magnason. Li a contracapa e decidi: é esse!

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Crítica | Fahrenheit 451 (2018)

A nova adaptação cinematográfica de Fahrenheit 451, baseada no clássico de Ray Bradbury e dirigida por Ramin Bahrani, estava cercada de altas expectativas. Afinal, o filme foi produzido pela HBO, teve sua estreia mundial no Festival de Cannes e é estrelado por Michael B. Jordan, um dos atores mais badalados de Hollywood atualmente. No entanto, o filme deixa muito a desejar.

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