Resenha | O zen e a arte da escrita, de Ray Bradbury

O ZEN E A ARTE DA ESCRITA
Autor: Ray Bradbury
Tradução: Adriana de Oliveira
Editora: Leya
Páginas: 168
Avaliação: 4-estrelas-muito-bom / Muito bom
Onde comprar: Amazon

O zen e a arte da escrita não é um livro indicado pra quem procura dicas sobre divisão de parágrafos ou uso de verbos. Nos ensaios reunidos nessa coletânea, Ray Bradbury prefere ensinar outra lição muito importante aos aspirantes a escritor: que a literatura sempre deve ser criada com liberdade e entusiasmo.

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Resenha | Noites simultâneas, de Maurício Melo Júnior

NOITES SIMULTÂNEAS
Autor: Maurício Melo Júnior
Editora: Bagaço
Páginas: 176
Avaliação: 3-estrelas-bom / Bom
Onde comprar: site da Editora Bagaço

*Livro recebido através da parceria com a Oasys Cultural.

Noites simultâneas, primeiro romance do pernambucano Maurício Melo Júnior, teve uma gestação lenta. O autor começou a escrevê-lo em 1988, mas não ficou satisfeito com o resultado. A obra foi deixada de lado, sendo retomada e finalizada mais de vinte anos depois. Acredito que essa distância temporal tenha sido fundamental para o livro, já que o personagem principal precisa aprender a amadurecer, envelhecer e seguir em frente, depois de ter conhecido de perto o lado mais terrível da ditadura militar. O passar dos anos permitiu que o autor pudesse desenvolver seu texto com um maior distanciamento.

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Resenha | O monge negro, de Anton P. Tchekhov

O MONGE NEGRO
Autor: Anton P. Tchekhov
Tradução: Moacir Werneck de Castro
Editora: Rocco
Páginas: 88
Avaliação: 4-estrelas-muito-bom
Onde comprar: Amazon

Qual é o limite que diferencia a genialidade da loucura? Será que uma está ligada à outra? Esses são os principais temas da novela O monge negro, escrita por Tchekhov em 1893 e publicada no ano seguinte.

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Resenha | Três contos, de Gustave Flaubert

Três-contos---FlaubertTRÊS CONTOS
Autor:
Gustave Flaubert
Tradução:
Milton Hatoum e Samuel Titan Jr.
Editora:
34
Páginas:
144
Avaliação: 5-estrelas-otimo
/ Ótimo
Onde comprar:
Amazon

As narrativas reunidas em Três contos foram escritas com tanta maestria, que é difícil acreditar que Gustave Flaubert estava passando por uma crise quando as criou. O escritor, principal nome do Realismo francês e autor de obras como Madame Bovary (1857), enfrentava sérios problemas financeiros e não conseguia finalizar o romance Bouvard e Pécuchet de jeito nenhum. Mas em 1877, quando Três contos foi publicado, o próprio Flaubert teve certeza de que tinha recuperado a boa forma.

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