Resenha | Cárcere privado, de Margarida Patriota

Cárcere privado começa com uma atitude extrema: a narradora — uma tradutora, ex-funcionária pública federal, com ótima condição financeira — sequestra uma mulher, Mara Dália, a quem culpa por quase tudo de ruim que já aconteceu em sua vida. O leitor acompanha o período que a protagonista mantém a vítima presa em seu apartamento, na Asa Sul de Brasília.

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Resenha | Dança sueca, de Vera Saad

DANÇA SUECA
Autora: Vera Saad
Editora: Patuá
Páginas: 232
Avaliação: 4-estrelas-muito-bom / Muito bom
Onde comprar: Amazon

*Livro recebido através da parceria com a Oasys Cultural.

Em Dança sueca, Vera Saad narra a vida de um grupo de personagens ligados por laços familiares, de amizade e sexuais, sendo que esses dois últimos estão frequentemente entrelaçados. São as relações entre esses personagens que movem o romance, que foi enviado para o blog pela agência Oasys Cultural.

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Resenha | Sobre a imortalidade de Rui de Leão, de Machado de Assis

SOBRE A IMORTALIDADE DE RUI DE LEÃO
Autor:
Machado de Assis
Editora:
Plutão
Páginas:
76
Avaliação: 4-estrelas-muito-bom
/ Muito bom
Onde comprar:
Amazon

Considerando que uma das obras mais importantes de Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, é um romance narrado por um defunto, não chega a causar tanto espanto descobrir que o “Bruxo do Cosme Velho” escreveu não uma, mas duas versões de um conto cujo protagonista é um homem incapaz de morrer. São essas duas narrativas que a Plutão reuniu em Sobre a imortalidade de Rui de Leão.

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Resenha | Noites simultâneas, de Maurício Melo Júnior

NOITES SIMULTÂNEAS
Autor: Maurício Melo Júnior
Editora: Bagaço
Páginas: 176
Avaliação: 3-estrelas-bom / Bom
Onde comprar: site da Editora Bagaço

*Livro recebido através da parceria com a Oasys Cultural.

Noites simultâneas, primeiro romance do pernambucano Maurício Melo Júnior, teve uma gestação lenta. O autor começou a escrevê-lo em 1988, mas não ficou satisfeito com o resultado. A obra foi deixada de lado, sendo retomada e finalizada mais de vinte anos depois. Acredito que essa distância temporal tenha sido fundamental para o livro, já que o personagem principal precisa aprender a amadurecer, envelhecer e seguir em frente, depois de ter conhecido de perto o lado mais terrível da ditadura militar. O passar dos anos permitiu que o autor pudesse desenvolver seu texto com um maior distanciamento.

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