Resenha | O peso do pássaro morto, de Aline Bei

O peso do pássaro morto, livro de estreia de Aline Bei, aborda temas como morte, problemas familiares, estupro e frustração pessoal. Sim, o texto é forte e triste. Mas foi escrito com tanta delicadeza e de uma forma tão original, que sua leitura é cativante.

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Crítica | Watchmen (2019)

Acho que nem o maior entusiasta da HBO acreditava que Watchmen seria uma série tão impactante. Primeiro, pela produção se posicionar como uma sequência direta da HQ, uma das mais importantes e complexas já lançadas; segundo, pela ausência já esperada do escritor Alan Moore, que sempre mantém distância das adaptações de sua obra — o desenhista Dave Gibbons, co-criador de Watchmen, atuou como consultor.

O que a gente não sabia era que o showrunner Damon Lindelof (responsável por Lost e The Leftovers) tinha captado tão profundamente a essência da HQ original, publicada em 1985.

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Resenha | A história de Joe Shuster, de Julian Voloj e Thomas Campi

Você pode gostar do Homem-Aranha, do Batman, do Wolverine ou da Mulher-Maravilha. Todos têm seu valor, mas uma coisa é incontestável: o herói mais importante das histórias em quadrinhos é o Superman. Além de ser o personagem mais popular, foi com o surgimento do Homem de Aço que teve início a indústria das HQs como conhecemos hoje.

Sabendo disso, seria lógico pensar que os criadores do Superman — o desenhista Joe Shuster e o escritor Jerry Siegel — levaram uma vida de glória e ficaram milionários com os direitos autorais do personagem. Mas a realidade não foi bem assim, como conta a ótima graphic novel A história de Joe Shuster – o artista por trás do Superman.

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Resenha | Cores vivas, de Patrice Lawrence

Como muitos livros do gênero Young Adult, em Cores vivas um personagem se apaixona por alguém que é completamente diferente dele. Ele é Marlon, um rapaz de 16 anos, negro, nerd, com uma fantástica coleção de discos herdada do pai. Ela é Sonya, uma garota branca, loira e descolada, um ano mais velha que ele.

Marlon mal acredita quando Sonya o convida para sair, e fica tão entusiasmado que aceita usar ecstasy pela primeira vez com ela. Eles vão a um parque de diversões numa noite de sábado que tinha tudo para ser perfeita, mas a garota morre subitamente. Marlon, mesmo sem entender o que aconteceu, se torna suspeito de homicídio e tráfico de drogas.

É assim que Cores vivas, primeiro romance da escritora inglesa Patrice Lawrence, começa.

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