Resenha | ‘Este é o mar’: e se existissem entidades mágicas moldando o destino de astros do rock?

Houve um tempo em que músicos de rock tinham uma aura mitológica. Eram vistos como guias espirituais da juventude, ícones de contestação com a capacidade de mudar o mundo. Quando eles morriam cedo, a adoração aumentava: seriam jovens para sempre. Seriam lendas para sempre.

E se existissem entidades mágicas e ancestrais que, em segredo, manipulassem a vida de roqueiros para transformá-los em deuses aos olhos de seus fãs? É com essa ideia inusitada que a argentina Mariana Enríquez trabalha no livro Este é o mar, que foi publicado no Brasil em 2019.

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Resenha | O terror implícito e cotidiano de Mariana Enríquez em “As coisas que perdemos no fogo”

É difícil definir o gênero literário das histórias reunidas em As coisas que perdemos no fogo, da argentina Mariana Enríquez. Seria Terror? Alguns dos contos utilizam elementos sobrenaturais e remetem a mestres como Stephen King e H. P. Lovecraft (apesar das diferenças, é impossível não lembrar de Carrie, a estranha ao ler Fim de ano; ou não pensar em divindades monstruosas e lovecraftianas em Sob a água negra).

Mas, na maioria das histórias, Enríquez apenas sugere uma presença sobrenatural para criar um ambiente assustador, sendo que essa presença nem sempre se manifesta explicitamente. Pelo contrário, pouca coisa é explicada.

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