Resenha | ‘Este é o mar’: e se existissem entidades mágicas moldando o destino de astros do rock?

Houve um tempo em que músicos de rock tinham uma aura mitológica. Eram vistos como guias espirituais da juventude, ícones de contestação com a capacidade de mudar o mundo. Quando eles morriam cedo, a adoração aumentava: seriam jovens para sempre. Seriam lendas para sempre.

E se existissem entidades mágicas e ancestrais que, em segredo, manipulassem a vida de roqueiros para transformá-los em deuses aos olhos de seus fãs? É com essa ideia inusitada que a argentina Mariana Enríquez trabalha no livro Este é o mar, que foi publicado no Brasil em 2019.

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O dia que Charlie Watts deu um murro na cara do Mick Jagger

Juro que esse blog não vai se tornar uma coleção de obituários, mas, mesmo tendo escrito ontem sobre o falecimento de Don Everly, eu não poderia deixar a morte de Charlie Watts passar em branco.  O baterista dos Rolling Stones partiu na manhã desta terça, aos 80 anos. Ele vinha apresentando problemas de saúde, tanto que já havia anunciado que não participaria da próxima turnê da banda.

Watts sempre foi reconhecido por ser um baterista muito preciso, discreto e elegante, características que ele conservava não só em cima do palco, mas também em sua vida pessoal. Keith Richards narra em sua ótima biografia, Vida, uma passagem que ilustra como Charlie Watts não perdia a elegância nem quando estava irritadíssimo.

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Resenha | Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar, de Ricardo Alexandre

O jornalista Ricardo Alexandre acompanhou de perto — bem de perto — a efervescente cena do rock nacional da década de 1990. Em Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar ele combina relatos de sua experiência pessoal nesse período com análises sobre os acertos e erros daquela geração.

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Resenha | O dia em que o rock morreu, de André Forastieri

O dia em que o rock morreu é uma boa amostra do tipo de jornalismo que André Forastieri sempre pregou e praticou: crítico, iconoclasta, provocador. O livro reúne textos escritos ao longa de toda a sua carreira profissional, que inclui passagens marcantes pela Folha de São Paulo e pela Revista Bizz — a publicação mais importante da minha adolescência, que moldou minha paixão por música, embora num período posterior ao dele.

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