Resenha | O terror implícito e cotidiano de Mariana Enríquez em “As coisas que perdemos no fogo”

É difícil definir o gênero literário das histórias reunidas em As coisas que perdemos no fogo, da argentina Mariana Enríquez. Seria Terror? Alguns dos contos utilizam elementos sobrenaturais e remetem a mestres como Stephen King e H. P. Lovecraft (apesar das diferenças, é impossível não lembrar de Carrie, a estranha ao ler Fim de ano; ou não pensar em divindades monstruosas e lovecraftianas em Sob a água negra).

Mas, na maioria das histórias, Enríquez apenas sugere uma presença sobrenatural para criar um ambiente assustador, sendo que essa presença nem sempre se manifesta explicitamente. Pelo contrário, pouca coisa é explicada.

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