Violência e erotismo de ‘Olhos d’Água’ ainda surpreendem novos leitores

Livro de contos foi meu primeiro contato com a obra de Conceição Evaristo

“Olhos d’Água” foi minha escolha para o #DesafioVG2023 na categoria “livro de um autor (ou autora) que eu nunca li”. Apesar de saber da importância de Conceição Evaristo para a literatura brasileira contemporânea, eu nunca tinha entrado em contato com sua obra. E esse livro curtinho de contos, publicado em 2014, me surpreendeu.

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Muito bem escrito, ‘Laço de Fita’ é um desabafo corajoso

A partir de uma internação forçada, escritora Elieni Caputo acerta as contas com a família e com o sistema psiquiátrico

“Laço de Fita” é um livro corajoso. Nele, Elieni Caputo parte de um acontecimento real e terrível — sua internação forçada em um hospital psiquiátrico durante um surto — para relatar suas experiências e expor sua visão sobre como as pessoas com transtornos mentais são tratadas.

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‘Realidades Adaptadas’: os contos cheios de imaginação de Philip K. Dick que foram levados para o cinema

Livro reúne histórias que inspiraram filmes como ‘O Vingador do Futuro’ e ‘Minority Report – A Nova Lei’

Se eu fosse personagem de um livro de Philip K. Dick, poderia justificar a demora na resenha de “Realidades Adaptadas” — escolha de fevereiro no #DesafioVG2023, na categoria “livro que tenho há mais de cinco anos e nunca li” — dizendo que minha percepção da realidade se transformou e me confundiu. Ou que passei os últimos dois meses questionando se meus conhecidos e eu somos realmente humanos. Afinal, a realidade e a natureza humana são temas centrais na obra de Dick. A verdade, porém, é menos complicada: eu me atrasei.

Mas finalmente li e gostei bastante.

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Resenha: ‘Viagem ao Redor do Meu Quarto’, de Xavier de Maistre

Escrito durante um confinamento forçado, livro se tornou um clássico e influenciou Machado de Assis

Minha escolha para o Desafio Literário VG2023 de janeiro foi o clássico “Viagem ao Redor do Meu Quarto”, de Xavier de Maistre, na categoria “um livro escrito no século 18” — ele foi redigido em 1794 e publicado no ano seguinte.

É impossível separar autor e obra quando se fala desse livrinho. Ele foi escrito enquanto Xavier de Maistre cumpria uma espécie de prisão domiciliar de 42 dias em Turim, depois de se envolver em um duelo. Nos 42 capítulos do livro, o autor mostra como é possível viajar mesmo estando em confinamento.

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