Resenha | ‘Mindhunter Profile: Serial Killers’: um mergulho sombrio e fascinante na mente de criminosos

Perdi as contas de quantas vezes assisti séries como CSI e Law & Order, além de tantos filmes que retratavam investigações criminais. Recentemente, tenho ouvido podcasts e lido mais sobre o assunto, o que me levou a Mindhunter Profile: Serial Killers.

Este incrível livro escrito por Robert K. Ressler e Tom Shachtman nos ajuda a conhecer mais a fundo a mente de criminosos, descobrindo o que os motiva a cometer crimes tão violentos. E ainda, como o FBI e as polícias locais norte-americanas atuaram em parceria para realizar prisões de forma mais rápida e eficaz. Se hoje quase não ouvimos falar sobre novos casos de assassinos em série, devemos muito ao trabalho iniciado na década de 1970.

Ressler foi agente do FBI e atuou na Unidade de Ciência Comportamental. Esse departamento, através de entrevistas com presos perigosos, conseguiu traçar um perfil comportamental dos mesmos, analisando suas vidas, mentes e crimes. Chegando ao padrão de ação desses criminosos, digamos que “ficava mais fácil prever” quais seriam seus próximos passos, diminuindo assim sua atuação.

Entre os presos entrevistados por Robert Ressler e seus parceiros podemos destacar Ed Kemper, Jeffrey Dahmer, Ted Bundy, Richard Chase, David Berkowitz e, talvez o mais famoso de todos, Charles Manson.

O escritor e ex-agente do FBI Robert K. Ressler. (Foto: Reprodução)

No livro temos relatos das entrevistas e investigações, e também do quanto esse trabalho teve um grande peso em sua vida pessoal. Diversas vezes, Ressler deixou compromissos familiares para se envolver em novos casos de investigação.

Em seu meio de atuação, Robert Ressler foi muito respeitado e, além dos livros que lançou, foi consultor de Thomas Harris na escrita do clássico O Silêncio dos Inocentes (confesso que tenho um medinho do Anthony Hopkins até hoje por causa do filme baseado no livro). Foi ainda a inspiração para o personagem Bill Tench, interpretado por Holt McCallany, na série Mindhunter.

Embora tenha apenas duas temporadas e tenha sido abandonada de certa forma (nunca foi cancelada, mas a equipe partiu para outros trabalhos), a produção da Netflix aparece em várias listas de melhores séries de todos os tempos. Apesar de não ser uma adaptação direta de Mindhunter Profile, ela apresenta diversas situações narradas aqui.

Vale destacar o capricho da edição da Darkside Books, que traz fotos, documentos, citações e aquela qualidade gráfica que a gente já conhece tão bem!

Já estou doida pra ler o segundo volume, Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killer. Nele, Ressler e Shachtman contam como os protocolos de investigação apresentados aqui foram usados em outros países, como Japão, África do Sul e Reino Unido. O volume ainda traz entrevistas feitas por Ressler com os assassinos John William Gacy e Jeffrey Dahmer.


MINDHUNTER PROFILE: SERIAL KILLERS
Autores:
Robert K. Ressler e Tom Shachtman
Tradução: Alexandre Boide
Editora: DarkSide Books
Páginas: 416
Onde comprar: Amazon | DarkSide Books

Livro recebido através da parceria com a editora.


Postado por Carla Furlan

É publicitária, atriz e bailarina. É fã de O Senhor dos Anéis, Game of Thrones e do diretor Quentin Tarantino. Na música, adora Nando Reis, Beatles, Elvis e até hoje ama os Backstreet Boys.

[Encerrado] Sorteio | Concorra ao livro ‘Mindhunter Profile: Serial Killers’

O americano Robert K. Ressler desbravou um terreno assustador quando era agente do FBI: a mente de assassinos em série. Ressler desenvolveu um método para traçar perfis de serial killers, analisando e catalogando esses criminosos. Seu trabalho foi fundamental na solução de diversos crimes, já que permitiu que os investigadores entendessem como funciona a cabeça desse tipo de assassino.

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Resenha | “Os Bons Companheiros”: livro imperdível que inspirou clássico de Martin Scorsese nos leva aos bastidores da Máfia

Se fosse uma uma obra de ficção, Goodfellas – Os Bons Companheiros seria criticada por ser muito exagerada e inverossímil. Mas a história apresentada no livro é real. Nele, o jornalista Nicholas Pileggi narra a vida louca de Henry Hill, um gangster que, entre as décadas de 1950 e 1970, esteve envolvido numa quantidade inacreditável de golpes e crimes. O livro serviu de base para o clássico filme de Martin Scorsese, lançado em 1990.

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