Resenha | “Meu querido abismo”: a criatividade que se esconde dentro de nós

Os desenhos em preto e branco e o título podem sugerir que Meu querido abismo é um livro melancólico. Ledo engano. Trata-se de uma obra que transborda vida e criatividade. E criatividade é o principal tema desse livro infantil, que, com certeza, também vai conquistar leitores já crescidos.

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Sabia que Dostoiévski admirava Edgar Allan Poe?

Em sua edição de A narrativa de A. Gordon Pym, o único romance de Edgar Allan Poe, a saudosa Cosac Naify incluiu um prefácio de Fiódor Dostoiévski no qual ele demonstra toda a sua admiração pelo autor americano.

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“The Office”: a série que salvou meu 2020 e se tornou uma das minhas preferidas

No final do ano passado vi um meme que mostrava uma foto do elenco de The Office acompanhada da legenda: “Muito obrigado a todas as pessoas que me ajudaram a passar por 2020”. Me identifiquei na hora. Assisti a série no último ano e ela garantiu muitas risadas nesse período tão difícil.

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Resenha | O terror implícito e cotidiano de Mariana Enríquez em “As coisas que perdemos no fogo”

É difícil definir o gênero literário das histórias reunidas em As coisas que perdemos no fogo, da argentina Mariana Enríquez. Seria Terror? Alguns dos contos utilizam elementos sobrenaturais e remetem a mestres como Stephen King e H. P. Lovecraft (apesar das diferenças, é impossível não lembrar de Carrie, a estranha ao ler Fim de ano; ou não pensar em divindades monstruosas e lovecraftianas em Sob a água negra).

Mas, na maioria das histórias, Enríquez apenas sugere uma presença sobrenatural para criar um ambiente assustador, sendo que essa presença nem sempre se manifesta explicitamente. Pelo contrário, pouca coisa é explicada.

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