Resenha | O que tem de mais lindo do que isso, de Kurt Vonnegut

Kurt Vonnegut vem sendo redescoberto pelos leitores brasileiros, graças, principalmente, às novas edições de suas melhores obras de ficção. Há alguns anos, a Aleph publicou As sereias de Titã e Cama de gato e, mais recentemente, a Intrínseca lançou Café da manhã dos campeões, Piano mecânico e Matadouro-cinco, sua obra mais popular. Mas o tema da resenha de hoje é um livro de Vonnegut de não ficção, O que tem de mais lindo do que isso?, que saiu pela Rádio Londres em 2018.

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Resenha | A imensidão íntima dos carneiros, de Marcelo Maluf

Todas as pessoas herdam características de seus antepassados, mas será que o medo também pode ser transmitido por gerações? Esse é um dos temas abordados por Marcelo Maluf em seu romance de estreia, o ótimo A imensidão íntima dos carneiros.

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Resenha | Revolta da vacina, de André Diniz

1904 foi um ano particularmente conturbado na cidade do Rio de Janeiro. A então capital federal passava por uma política de “modernização” proposta pelo presidente Rodrigues Alves e pelo prefeito Pereira Passos, que incluía a demolição de cortiços e casas velhas no centro da cidade. Isso forçou a população pobre, incapaz de arcar com o alto preço dos imóveis e dos aluguéis, a ocupar os morros ou a se mudar para bairros periféricos. Havia um grande número de desempregados e o Rio ainda enfrentava epidemias de varíola, febre amarela e peste bubônica.

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Resenha | Segure minha mão, de Guille Thomazi

A luta pela vida está presente desde o impressionante primeiro capítulo de Segure minha mão, segundo romance do escritor catarinense Guille Thomazi. Numa casa isolada na estepe russa, Olek, o protagonista, auxilia no trabalho de parto problemático de Ekaterina, sua esposa. Entre sangramentos e ataques de lobos, a mulher dá à luz dois bebês: o primeiro é natimorto; o segundo é uma menina pequena e frágil, que vem ao mundo sem que sua mãe, convulsionando, se dê conta. Ao despertar na manhã seguinte, antes de saber que sua filha sobreviveu, Ekaterina abandona a família sem dar explicações.

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