Crítica | Bright

O filme Bright, uma das mais recentes produções da Netflix, vai ganhar uma sequência. Você deve estar estranhando eu ter dado essa informação antes de falar qualquer coisa sobre o longa, mas essa notícia é muito importante pra quem ainda não viu o filme. Eu vou explicar.

Humanos, orcs, elfos, fadas…

Mas antes, vou contar um pouco sobre a trama – sem spoilers importantes.

Bright se passa em Los Angeles, numa época contemporânea à nossa, mas num mundo totalmente diferente. No filme, seres humanos dividem o planeta com criaturas fantásticas, como orcs, elfos e fadas.

É nesse contexto que o policial Scott Ward, vivido pelo astro Will Smith, precisa aceitar como parceiro o orc Nick Jakoby (papel de Joel Edgerton). O ser monstruoso é o primeiro de sua espécie a servir na corporação, e sua atuação como policial é vista com ressalvas – inclusive por seu parceiro.

Isso era tudo o que eu sabia sobre o enredo de Bright, antes do início do filme.

Pensei que seria mais uma produção de ação sobre tiras diferentes que precisam aprender a trabalhar juntos, ao melhor estilo Máquina Mortífera. Seria impossível que o filme não falasse também sobre preconceito e sobre o convívio entre pessoas/seres de raças diferentes.

Acertei nesses palpites, mas nem imaginava que, na verdade, o roteiro gira em torno da busca e da defesa de uma varinha mágica!

Tolkien + Os bad boys

Sem contar muito sobre o enredo, o negócio é o seguinte: Ward e Jakoby localizam uma varinha mágica, que é uma das armas mais poderosas do universo. Cabe a eles evitar que o artefato caia nas mãos de uma seita de elfos assassinos, que pretendem usá-la para trazer de volta ao nosso mundo um ser maligno conhecido como “Senhor do Escuro”.

Você não está totalmente errado se estiver pensando que Bright é uma mistura do universo de J. R. R. Tolkien com Os Bad Boys (numa rápida cena, aliás, é possível ver um dragão sobrevoando o céu de Los Angeles).

Por mais inusitada que essa mistura pareça, ela é interessante.

O problema de Bright é que o filme é curto demais para o tanto de informação que vemos na tela. O filme é legalzinho, mas é inevitável pensar que a trama seria melhor aproveitada se fosse produzida no formato de série.

É por isso que a informação do começo deste texto é tão importante. Com uma sequência já anunciada, fica claro que a intenção da Netflix sempre foi ampliar o universo de Bright. A empresa inclusive já está divulgando vídeos que explicam melhor a mitologia da série.

Ponto de partida?

Esse primeiro filme não é de todo ruim (a química entre Ward e Jakoby é ótima, e a relação deles é a base do longa), mas fica a impressão de que ele fica aquém do seu potencial. A trama parece maluca, mas, ao mesmo tempo, é curiosa – no bom sentido.

Antes de saber que Bright vai ganhar uma continuação, achei o filme apenas OK. Mas a notícia das sequências deixa a minha opinião em “modo suspenso”. O filme pode ser o ponto de partida para uma franquia muito boa. Se a história for bem contada nos filmes seguintes e o conjunto da obra ficar “redondo”, talvez Bright até se torne melhor com o passar dos anos.

A Netflix anunciou a sequência com um vídeo muito divertido. Se você conhece algum orc com talento dramático, pode mandar o currículo dele:

Você já assistiu Bright? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários!

AVALIAÇÃO

3-estrelas-2

 Imagens extraídas da internet.

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