O que “The Crown” e “O Poderoso Chefão” têm em comum?

Estreia no próximo domingo (15/11) a quarta temporada de The Crown, uma das produções originais mais bem sucedidas da Netflix. A expectativa para o novo ano da série que dramatiza a vida da família real britânica está mais alta do que nunca, afinal chegou a hora da Princesa Diana (interpretada por Emma Corrin) entrar na história. Além de Lady Di, veremos também Gillian Anderson no papel da “Dama de ferro” Margaret Thatcher.

A produção de The Crown é muito caprichada. As atuações, os diálogos, os cenários e figurinos impressionam até quem não dá a mínima pra família real. Com episódios longos e um ritmo mais lento do que o habitual, a série procura humanizar a Rainha Elizabeth, o Príncipe Philip e companhia, sem abafar futilidades, mesquinharias e (vários) outros comportamentos controversos.

A atriz Emma Corrin caracterizada como a Princesa Diana com seu famoso vestido de casamento. (Foto: Netflix)

Uma coisa que chama bastante a atenção é a forma como a Rainha Elizabeth é apresentada, que tem muito em comum com a construção de Michael Corleone em O Poderoso Chefão. Tanto a rainha da Inglaterra (vivida por Claire Foy nas duas primeiras temporadas e por Olivia Colman na terceira e na quarta) quanto o personagem imortalizado por Al Pacino são, a princípio, herdeiros relutantes e inexperientes de seus respectivos impérios.

Michael, o terceiro filho homem de Don Vito (Marlon Brando), era um veterano de guerra que queria distância da Máfia. Uma sequência de acontecimentos e seu próprio temperamento fazem com que ele se revele a figura ideal para liderar a família Corleone.

Elizabeth, por sua vez, não ocupava um lugar tão destacado na linha sucessória do trono, até que o seu tio, o então Rei Edward VIII, abdicou em 1936 sem ter filhos. Com isso, o pai de Elizabeth, George VI, assumiu e só então ela se tornou a próxima herdeira da coroa britânica.

Ao assumirem seus papéis, tanto Elizabeth quanto Michael precisam abrir mão de vários de seus desejos pessoais para mostrar força e ganhar respeito. Consequentemente, isso atinge seus familiares e as pessoas ao seu redor.

Com o passar do tempo, o senso de dever obsessivo e a dedicação para manter o poder conquistado fazem com que eles se tornem pessoas frias e, não raramente, infelizes. Ainda assim, eles não conseguem — e, no fundo, nem querem — abrir mão do que se tornaram. Sabemos que isso, em diferentes graus, vai custar caro a eles.

Vocês estão assistindo The Crown? Estão ansiosos pela nova temporada? Contem pra mim nos comentários!


Postado por Lucas Furlan

É formado em Comunicação Social e trabalha com criação de conteúdo para a internet. Toca guitarra e adora música e cinema, mas, antes de tudo, é um leitor apaixonado por livros.

2 comentários em “O que “The Crown” e “O Poderoso Chefão” têm em comum?

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