Crítica | Star Wars: A ascensão Skywalker (Sem spoilers)

A esta altura do campeonato, mesmo que você ainda não tenha assistido A ascensão Skywalker, já deve saber que o episódio IX de Star Wars desapontou muitos fãs e críticos. De uma forma geral, eu gostei do desfecho da saga, mas reconheço que várias das reclamações são pertinentes.

Não é o pior Star Wars, mas poderia ter sido melhor

O roteiro, por exemplo, é bem esquemático e deixa uma sensação de déjà-vu. Muitos dos problemas e soluções apresentados já foram vistos em outros momentos de Star Wars. O retorno do Imperador Palpatine (Ian McDiarmad) é mal explicado e, ainda que o personagem tenha relação com uma revelação importante do filme, não se sustenta sem o fator nostálgico.

Também é muito claro como A ascensão Skywalker tenta alterar o rumo tomado pelo seu antecessor, Os últimos Jedi (2017). Infelizmente, essas mudanças afetam os pontos mais interessantes e originais do longa dirigido por Rian Johnson: a transformação de Luke Skywalker em um herói relutante e descrente da Ordem Jedi, e a possibilidade da Força se manifestar mesmo nos seres mais humildes da galáxia.

Ainda assim, como fã de Star Wars e graças à mística de toda a saga, eu me diverti bastante durante a sessão e acabei relevando todos esses problemas.

Rey versus Kylo Ren. “A ascensão Skywalker” tem bons duelos com sabre de luz. (Reprodução)

A ascensão Skywalker não entrega a catarse que a gente esperava depois de ver o trailer final, mas é um tremendo exagero dizer que é o pior filme de Star Wars. Ele é bem melhor do que A ameaça fantasma (1999), O ataque dos clones (2002) e Han Solo: Uma história Star Wars (2018), por exemplo.

Eu gosto bastante do trio Rey (Daisy Ridley), Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), embora seja Kylo Ren (Adam Driver) quem rouba a cena sempre que aparece — ele é o melhor personagem da nova trilogia. As cenas editadas com a General Leia (Carrie Fisher, morta em 2016) não comprometem e seu desfecho é bom.

Rey e a General Leia Organa.  (Reprodução)

Tem muito fan service? Tem, claro, afinal estamos falando de Star Wars, a maior franquia da história da cultura pop. A participação de Lando Calrissian (Billy Dee Williams) não é nada espetacular, mas é impossível não sorrir quando ele aparece. Assim como é impossível não se emocionar quando o clássico tema de John Williams toca durante a batalha espacial no clímax do filme.

Velhos amigos: Chewbacca e Lando. (Reprodução)

Alguns podem encarar como blasfêmia, mas A ascensão Skywalker tem um tom similar a O retorno de Jedi (1983).

Assim como o episódio que encerra a trilogia original, o novo filme é uma aventura meio ingênua, quase infantil. Eu, honestamente, não vejo problema nisso: uma das coisas que faz a saga criada por George Lucas ser tão especial pra tantas pessoas é sua capacidade de prolongar a infância das crianças e fazer com que adultos voltem a ser meninos e meninas durante algumas horas.

STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER
Direção: J. J. Abrahams
Roteiro: J. J. Abrahams e Chris Terrio
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Billy Dee Williams, Carrie Fisher, Mark Hamill.
Duração: 141 minutos
Onde assistir: em cartaz nos cinemas.


Postado por Lucas Furlan

É formado em Comunicação Social e trabalha com criação de conteúdo para a internet. Toca guitarra e adora música e cinema, mas, antes de tudo, é um leitor apaixonado por livros.

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