Resenha | A dança dos dragões, de George R. R. Martin

capaA dança dos dragões
Autor:
George R. R. Martin
Tradução:
Marcia Blasques
Editora:
Leya
Páginas:
890
Compre pela Amazon:
amzn.to/2uVCidz

Finalmente chegou o dia de escrever sobre A dança dos dragões, quinto volume de As crônicas de gelo e fogo. Ele foi lançado em 2011 e saiu aqui no Brasil no ano seguinte. Desde então, George R. R. Martin não publicou mais nenhum volume da saga, embora faltem mais dois livros para finalizá-la: Os ventos do inverno e Um sonho de primavera.

Susto na primeira edição

Quando publicou a primeira edição de A dança dos dragões, a editora Leya deu um susto nos leitores. Os 150 mil exemplares da tiragem inicial foram impressos sem o capítulo O soprado pelo vento! A Leya, porém, resolveu o problema de forma exemplar, colocando o capítulo ausente disponível para download e realizando um recall dos exemplares defeituosos. Mesmo quem comprou pela internet, como foi o meu caso, recebeu um livro novo sem nenhum custo adicional.

Ai, que saudade…

Como explicado anteriormente por George R. R. Martin, boa parte dos eventos de A dança dos dragões se passa simultaneamente aos fatos narrados em O festim dos corvos. Para matar a saudade, e saciar a curiosidade dos leitores, logo após o prólogo, o autor emenda quatro capítulos de personagens que fizeram muita falta no livro anterior: Tyrion, Daenerys, Jon Snow e Bran. E embora alguns nomes importantes não apareçam (como Sansa e Mindinho, por exemplo), o leitor não pode reclamar de escassez de personagens. Só os que apresentam ponto de vista são 18! Mas esse excesso é um dos problemas do livro…

personagens
Eles estão de volta em “A dança dos dragões”! E só pelas caras já dá pra ver que a coisa tá séria… Da esq. pra dir.: Tyrion (Peter Dinklage), Daenerys (Emilia Clarke), Jon Snow (Kit Harington) e Bran (Isaac Hempstead-Wright).

Superpopulação

Qualquer pessoa que já leu algum livro de As crônicas de gelo e fogo sabe que Westeros e Essos são lugares bem populosos… E em A dança dos dragões muitos novos personagens entram em cena, em praticamente todos os núcleos! Alguns interagem com Jon Snow e Stannis, outros com Daenerys, muitos com Tyrion… O problema é que muitos desses novos personagens parecem ter uma função breve e passageira na trama, e não são capazes de cativar o leitor. Resumindo: não mereceriam toda a atenção que recebem.

Talvez A dança dos dragões seja, em seu conteúdo, tão vasto quanto A tormenta de espadas. Mas, enquanto o “livro três” deixa o leitor sem fôlego, o “livro cinco” tem muitas passagens arrastadas. O arco de Tyrion, por exemplo, vai se ampliando, indo mais longe, mas não de forma objetiva. Pouca coisa se resolve neste volume. Assim como tinha acontecido em O festim dos corvos, fica a impressão de que ele é uma grande ponte para os próximos livros. Esse é um dos motivos que fazem com que Os ventos do inverno seja tão aguardado.

Muitas qualidades

Mas, apesar da comparação com O festim dos corvos, A dança dos dragões é bem melhor do que o seu antecessor. George R. R. Martin continua surpreendendo seus leitores com a aparição do Jovem Griff (que deu origem a muitas teorias na internet) e com as estratégias dos lordes Doran Martell e Wyman Manderly.

Jon Snow faz de tudo para seguir o conselho do Meistre Aemon (“mate o garoto e deixe o homem nascer”). Isso faz com que ele tenha que tomar decisões difíceis, que trarão consequências sérias. Os Selvagens, inimigos históricos da Patrulha da Noite, têm uma participação importante no caminho seguido por Jon.

Outro personagem que volta a se destacar é Theon Greyjoy. Ele passa por diversas transformações ao longo da trama e precisa encarar muitas situações chocantes. Através dele, o leitor conhece mais sobre a terrível personalidade do bastardo Ramsay Snow.

Cersei Lannister só aparece depois da página 600, mas protagoniza uma das cenas mais fortes de toda a saga. Asha Greyjoy e Stannis Baratheon têm papéis importantes, e a batalha de Bosque Profundo (que os dois participam) é impressionante.

Corrida contra o tempo

A dança dos dragões se encerra com diversos “ganchos” para o próximo livro, e todos os leitores torciam pra que a série Game of thrones não o alcançasse antes que Os ventos do inverno fosse lançado. Como todo mundo sabe, o livro atrasou e a série acabou avançando além do final de A dança dos dragões. Com isso, spoilers pipocaram pra todo o lado e, mesmo com as diferenças entre livro e série, a resolução de vários desses ganchos foi revelada. Isso fez com A dança perdesse parte de seu impacto.

Eu, porém, que li o livro antes de ver a série, me lembro de como as reviravoltas e ganchos criados por George R. R. Martin me surpreenderam e conquistaram. Acredito que novos leitores vão sentir o mesmo que eu. A dança dos dragões tem altos e baixos, mas o resultado final é muito bom. E, sim, eu sigo ansioso pra ler Os ventos do inverno e Um sonho de primavera. Afinal, continuo com a impressão de que o melhor ainda está por vir.

AVALIAÇÃO

4-estrelas-2

Imagens extraídas da internet.

3 comentários em “Resenha | A dança dos dragões, de George R. R. Martin

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