Crítica | Stranger Things – Segunda Temporada

Depois de passar mais de um mês desviando de spoilers, finalmente assisti à segunda temporada de Stranger Things. Essa nova leva de episódios não tem o mesmo efeito surpresa da temporada inicial da série, mas ainda assim é capaz de divertir – e muito!

(Tomei o cuidado de não colocar nenhuma revelação bombástica no texto. O que é dito sobre a trama já tinha aparecido no trailer e nos demais materiais de divulgação).

Agora, o foco se afasta um pouco de Eleven (me recuso a chamá-la de Onze) e recai principalmente sobre Will Byers. O garoto – que tinha sido levado para o Mundo Invertido na primeira temporada – tenta levar uma vida normal, mas as coisas não são fáceis pra ele. Além de sofrer bullying na escola e de precisar passar por exames constantes no laboratório de Hawkins, Will tem visões do Mundo Invertido – sinal de que ele continua conectado àquela dimensão assustadora.

O ator Noah Schnapp, intérprete de Will, rouba a cena, com cenas tensas e pesadas, dignas de O exorcista. E não é só ele. Mais do que os monstros ou os efeitos especiais, o elenco infantil sempre foi o trunfo de Stranger Things.

Dustin (Gaten Matarazzo) continua inacreditavelmente carismático e engraçado, embora tenha que competir com o amigo Lucas (Caleb McLaughlin) pela atenção de Maxine (Sadie Sink), uma garota ruiva e rebelde que se muda para Hawkins. Esse triângulo amoroso rende ótimos momentos e é um dos fios condutores da trama.

Lucas ainda precisa lidar com sua terrível irmã caçula, Erica. Apesar de sua curta participação, a personagem, vivida por Priah Ferguson, virou uma das preferidas do público e vai ganhar um espaço maior nas próximas temporadas.

Quem acaba aparecendo pouco é Mike (Finn Wolfhard). O garoto, que é o líder da turma, tem saudade de Eleven e não sabe que ela ainda está viva. A garota com poderes paranormais, vivida por Millie Bobby Brown, passa a maior parte da temporada longe de seus amigos e a gente sente muita falta de ver todos eles juntos.

Eleven segue uma trama paralela, tentando conseguir mais informações sobre seu passado e seus familiares. Talvez esse plot seja retomado e dê frutos nos próximos anos, mas nesta segunda temporada ele ficou bem arrastado… Por outro lado, as cenas entre Eleven e o Xerife Hopper (David Harbour) – dois personagens solitários e pra lá de esquentados – são ótimas.

Um dos principais reforços ao elenco de Stranger Things é Sean Astin. O ator interpreta Bob Newby, o novo namorado de Joyce Byers (Winona Ryder), e é difícil não torcer por ele. Assim como Sam (papel de Astin em O senhor dos anéis), Bob parece ingênuo e fraco, mas surpreende com sua inteligência e coragem. Sem contar que Sean Astin deu vida a Mickey em Os goonies, filme que é uma das principais inspirações de Stranger Things.

Além de Os goonies, não faltam referências à série: Os caça-fantasmas, Mad Max, Stephen King, Alien, O exterminador do futuro, Gremlins

Uma das características de Stranger Things é sua reverência por outras obras, que se manifesta no roteiro, na trilha sonora, nos enquadramentos e até no material de divulgação. Por isso, chega a ser natural que a segunda temporada – mesmo com outros monstros, novos personagens e tramas paralelas – não se afaste tanto da primeira.

Ao assistir essa nova temporada, nós já sabemos o que devemos esperar – e Stranger Things entrega exatamente o que a gente espera. Isso não quer dizer que Stranger Things 2 seja ruim. Ela não surpreende, mas também não decepciona.

A série da Netflix continua sendo uma das obras mais divertidas da atualidade, e seus novos episódios são perfeitos para uma maratona.

PS: assista nem que seja para ver como Steve Harrington (Joe Keery) leva jeito com crianças.

AVALIAÇÃO

4-estrelas-2

Confira o trailer da segunda temporada de Stranger Things:

 

7 comentários em “Crítica | Stranger Things – Segunda Temporada

  1. Amo essa série! ❤
    Gostei mais ainda da segunda temporada, principalmente porque o Steve teve a sua redenção rsrs. Se bem que na primeira temporada ele foi um dos meus personagens preferidos também. Acho que no fundo eu sabia que ele não era o "monstro" que muitas pessoas falavam.
    Belo post!

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  2. Desde que eles começaram a transmiti-los adoro as series por que podemos encontrar de diferentes gêneros. De forma interessante, os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores da série e diretores dos dois primeiros e dois últimos episódios da temporada, optaram por inserir uma cena de abertura com personagens novos, o que acaba sendo um choque para o espectador, que esperarava reencontrar de cara as queridas crianças. Desde que vi o elenco de Stranger Things imaginei que seria uma grande produção, já que tem a participação de atores muito reconhecidos, Pessoalmente eu irei ver por causo do actor Charlie Heaton, um ator muito comprometido (recém a vi em SHUT-IN para uma tarde de lazer é uma boa opção.), além disso, acho que ele é muito bonito e de bom estilo. Não posso esperar para ver a nova temporada, estou ansiosa.

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  3. Pelo amor nenhuma temporada é igual a outra amei a segunda temporada no dia em que lançou assisti tudo quem é um verdadeiro fã curtiu a temporada

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    1. Oi, Lana!

      Como eu escrevi no post, eu gostei dessa segunda temporada. Mas continuo achando que ela não é tão surpreendente quanto à primeira.

      Estou muito ansioso pra assistir a terceira temporada – que, aliás, estreia no dia 4 de julho!

      Obrigado pelo comentário e um abraço!

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