Planos ignorados de janeiro e ‘Como Escrever Bem’

Entramos na última semana de janeiro e todos os planos que fiz para o primeiro mês de 2025 ainda são apenas isso: planos. Queria ter começado a correr, mas não estou fazendo nem mesmo caminhadas. Escrever mais? Este é o primeiro post do ano. Falei que ia me dedicar mais às redes sociais, mas meu entusiasmo evapora sempre que lembro a quem elas pertencem.

Também me comprometi a ler mais. Sim, eu sei que leio bastante, porém também sei que posso ler mais. E quando digo isso me refiro principalmente a organizar melhor o meu tempo. O problema é que estou com dificuldade para emplacar as leituras.

Sem exagero, iniciei e abandonei três livros apenas neste mês. Não há nada de errado em abandonar livros. Mas o abandono nessa intensidade não é recomendável para quem, como eu, escreve sobre livros. O que fazer?

A solução que encontrei foi reler um livro que eu adoro: “Como Escrever Bem”, do americano William Zinsser (Editora Fósforo, tradução de Bernardo Ajzenberg). É um guia para jornalistas e escritores de não ficção, escrito com muito bom humor.

Capa do livro “Como Escrever Bem” (Reprodução).

“Como Escrever Bem” é um clássico do gênero e já vendeu mais de um milhão de cópias no mundo todo. Talvez só se compare em influência a “The Elements of Style”, de William Strunk Jr. e E.B. White — White, aliás, é um dos ídolos de Zinsser.

Em breve vou escrever sobre o livro, por isso não vou me alongar sobre ele. Já deixo, porém, uma forte recomendação pra que você também leia. Você terá uma experiência prazerosa e vai aprender com um mestre a escrever melhor. Deixo também uma dica: se as leituras não estão fluindo, aposte em uma releitura. Você não é mais a mesma pessoa que leu o livro pela primeira vez. Por consequência, o livro também terá um novo frescor.

A leitura voltou à minha rotina. Próxima etapa: corrida. Ou, pelo menos, caminhada.

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