Ziraldo, ‘O Planeta Lilás’ e o meu avô

Já contei esta história aqui no blog há alguns anos, mas devido ao falecimento do gênio Ziraldo, acho legal voltar a ela.

Quando se fala na produção de Ziraldo voltada para o público infantil, muitas pessoas pensam em “O Menino Maluquinho” ou em “Flicts”. Porém, o título que vem imediatamente na minha cabeça é outro: “O Planeta Lilás”.

Publicado em 1979, o livro conta a história de um bichinho minúsculo e muito curioso que constrói um foguete para explorar o universo. Em sua viagem — a milhares de milímetros por hora —, ele encontra cores e letras. O final, quando o bichinho descobre a realidade sobre o planeta onde ele vive, só não emociona quem já morreu por dentro.

“O Planeta Lilás” tem um valor especial pra mim, pois ganhei um exemplar do meu avô Attílio no Natal de 1990, quando eu tinha 7 anos. Ele estava se recuperando de um derrame, mas, mesmo assim, conseguiu escrever uma dedicatória:

“A você meu querido neto. Lembrança do teu avô que muito o estima, porque você é um menino muito estudioso. Continue sempre assim. Atílio Furlan.”

Eu tenho o livro até hoje, e ele me traz uma recordação muito boa do meu avô, que faleceu em 1994. Não pretendo me desfazer dele nunca.

Em “O Planeta Lilás”, Ziraldo criou um livro lindo que, em texto e ilustrações, é poesia pura. É um ótimo presente para as crianças, capaz de encantar também os adultos — especialmente aqueles que, como nós, são apaixonados por livros.

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